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terça-feira, 19 de abril de 2011

Piloto Colunista: Sergio Martinez conta como foi a 2ª etapa do Brasileiro de Spyder

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O piloto Sergio Martinez conta com detalhes as suas experiências a bordo do Spyder 28 em Londrina-PR. A categoria Spyder passou a ser nacional em 2010, após o sucesso no paulista de 2009, que teve cobertura completa do nosso site. Curta o texto, pois ele te levará pra dentro do cockpit!


Neste final de semana aconteceu a segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Spyder Race em Londina-PR.
Já na sexta feira trabalhamos duro nos treinos livres para acertar a geometria do carro, e assim tentar melhorar o tempo na pista. Conseguimos um bom acerto e ficamos entre os cinco primeiros nos treinos livres.
No sábado, com um calor intenso, não fizemos uma boa classificação. Tive um pouco de dificuldade para ler a pista corretamente e acertar uma boa volta. No fim da classificação acabei ficando apenas com o 7º lugar no grid de largada.
A Equipe trabalhou duro no spyder 28 até as 00h00 de domingo, verificando toda geometria e demais acertos necessários para que eu pudesse fazer uma prova de recuperação.

No warm up de domingo, logo pela manhã, fiz o segundo melhor tempo e apesar de fazer essa prática usando pneus bem gastos, senti o carro muito melhor e consegui virar mais baixo que na classificação. Com isso, alinhamos para a corrida com a expectativa em alta!
Larguei bem, impedindo que o sexto colocado se colocasse a minha frente, mas na freada da primeira curva, o piloto a minha frente freou cedo demais e como eu estava embutido nele não consegui desviar, acabando eu e ele sendo ultrapassados.
Nessa mesma volta recuperei uma posição e parti pra cima do próximo piloto, ultrapassando-o também. O pelotão de líderes estava mais a frente e segui acelerando, ultrapassando mais um concorrente e já me preparando para atacar o quinto colocado, quando entrou o safety car programado, porém, infelizmente dois retardatários surgiram na volta de entrada do safety car e ficaram entre mim e ele.
Relarguei bem e duas voltas depois estava em condições de buscar a quinta posição novamente quando repentinamente fiquei sem acelerador!
Foi um momento tenso, pois isso ocorreu numa saída de curva, num ponto cego da pista e temi ser atingido, pois os competidores atrás não tinham como me ver no ponto onde estava. Por sorte o primeiro carro que apareceu (#75 - Henrique Assunção), fez uma excelente manobra de desvio e bateu apenas na minha traseira, o que acabou por me empurrar pra fora daquele lugar. Parei mais a frente, ainda trêmulo, desci do carro, abri a carenagem do motor e encontrei o motivo do problema: o encaixe do cabo do acelerador no acionador da borboleta de admissão havia quebrado. Tentei de toda forma arrumar mas foi impossível. A corrida havia acabado para mim, faltando ainda 12 voltas para o seu final.
Foi muito frustrante por que sabia que estava em um ritmo bom e que tinha um carro para fazer muita diferença daquele ponto da corrida em diante, mas não havia mais nada a ser feito.
Agradeço muito meus patrocinadores, que são à base de todo esse trabalho. E aos amigos e familiares pelas palavras de apoio e carinho!
O time Rsports está de parabéns, foi um grande trabalho realizado! Obrigado!!!
Agora é hora de olhar pra frente, planejar, treinar e ficar pronto para a próxima etapa, que será realizada em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, nos dias 27, 28 e 29 de maio.
Segue abaixo o resultado oficial da 2ª etapa do Campeonato Brasileiro de Spyder Race:

1) Fabio Perez (SP Mec) - 46:09.642 - média 114.46 km/h
2) Fernando Fortes (SP Mec) - à 1.070
3) Raijan Mascarello (Guerra Motorsport) - à 1.668
4) Fulvio Marote (RJ Marote Motorsport) - à 6.179
5) Thiago Penido (Rsports) - à 13.604
6) Henrique Assunção (RJ Marote Motorsport) - à 22.401
7) Valter Pinheiro (Guerra Motorsport) - Light - à 34.421
8) Ronaldo Kastropil (Autogiro) - Light - à 35.115
9) Marcelo Campagnolo (Cesinha Competições) - à 42.686
10) Luis Abbade (SDA RSports) - Light - à 42.756
11) Peter Jr. (SP Mec) - Light - 1:16.276
12) Carlos Ortolani (Chatô Murai Racing) - Light - à 1 volta
13) Luciano Borghesi (Cesinha Competições) - Light - à 1 volta
14) Joon Park (Chatô Murai Racing) - Light - à 3 voltas
15) Arthur Ortolani (Chatô Murai Racing) - Light - à 6 voltas
16) Walter Coutinho Jr. (Cesinha Competições) - Light - à 8 voltas
17) Sergio Martinez (RSports) - a 12 voltas


Forte abraço,


Sergio Martinez - Spyder 28 - RSports
Eletro RMC EATON/ Netter / JATINOX
Queiroz Resistências / RUDC Bombas
Twitter: @sergiospyder28

Fotografias gentilmente cedidas por Tarso Marques Lima



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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Coluna: Diego Augusto comenta um domingo inesquecível

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Diego Augusto, agora favorito (apesar que "corridas são corridas") ao título da Marcas Light, comenta como foi a nona etapa do Campeonato Paulista de Automobilismo que aconteceu no dia 1º de novembro, em Interlagos.

Com certeza, foi um fim de semana perfeito. Porém, sexta-feira não foi nada fácil para mim. Com um carro recém chegado da funilaria e pintura e sem treino, eu não sabia o que esperar.
Saí dos boxes na primeira sessão de treinos da sexta, e logo reparei um leve problema de freio. Quando o acionava (principalmente depois das grandes retas), o sistema demorava alguns décimos de segundo para responder, me dificultando a achar os limites de frenagem. No contorno de algumas curvas, o carro quicava, trasferindo o peso de um lado para o outro, sempre tendendo a ir para grama, e da metade do treino para frente, começou a vazar óleo nos meus pés e nas pedaleiras deixando a coisa toda um pouco mais difícil e melecada.
Parei nos boxes, os mecânicos deram uma olhada, limparam o chão do carro, pedaleiras e meus pés, não adiantando muito, pois continuaram escorregando nos pedais até o final do treino. 6º na geral(2º light), com o Roscoe em 3º na geral(1º light) mais de um segundo de diferença sobre eu.
Cheguei nos boxes e fiquei por lá um bom tempo até a segunda sessão. Preocupado com o comportamento da "Berê", reuni a equipe e falei as melhorias que deviam ser averiguadas. O freio realmente estava "atrasado", tentei explicar com detalhes aos irmãos Arias (engenheiros da equipe), o comportamento do carro nas curvas para melhorarmos nos contornos e nas saídas de curva, e pedi para darem uma revisada no motor, pois o carro ficava meio "amarrado" as vezes.
No segundo treino, O Roscoe me ajudou bastante, mostrando que o nosso carro estava muito parecido. Essa era a idéia, afinal nós disputamos o campeonato com o mesmo carro(GM Corsa), e a mesma equipe(Arias). Nós nos ajudamos praticamente a temporada inteira durante os treinos, deixando sempre o show da disputa e da competição para o domingão. Fiquei mais tranquilo com o resultado, 8º na geral( 2º light), com Thiago Sala (Corsa 21) em primeiro da light com Roscoe em terceiro da light(todos no mesmo segundo). Minha equipe realmente deixou meu carro nos "trinks".
Fomos para a classificação no sábado com 34 carros inscritos, e veio a pole-position da light(6º na geral), com o Roscoe em segundo na light(8º na geral) largando logo atrás de mim, ambos pelo lado de fora.
Dormi umas 4 horas de sábado para domingo, sabendo que precisava de ótimos resultados para continuar na disputa pelo título. Nunca havia corrido com tal pressão.
Larguei bem, mantive a ponta da light até o final, passei o Luizinho (Corsa 77 super), tivemos duas bandeiras amarelas com safety car, na segunda delas, o Aleandro( Gol 04 super) me passou por dento no "S" fazendo com que eu chegasse em sexto na geral e primeiro da light com direito à melhor volta da light. Conversei com Roscoe nos boxes, que infelizmente teve um problema de câmbio chegando em sexto na categoria light.
Segunda bateria ainda mais emocionante, com a inversão do grid para os 6 primeiros, eu fui o pole. Consegui largar bem, e me mantive por dentro no "S" com Renê Junqueira(Gol 69 super) em segundo(colado no meu carro), e Aleandro (Gol 04 super) em terceiro. Liderei a primeira volta quase inteira, quando Renê colocou por fora na junção. Passamos o "Café" e o retão lado a lado, ele por fora e eu por dentro, perto da freada eu dei uma olhada no espelho e me deparei com o Aleandro que jogou por dentro. Fiquei no meio de ambos e fui o primeiro à aliviar. Como o 04 e o 69 passaram reto na freada, eu recuperei a ponta.
Minha segunda volta foi a mais rápida da corrida, afinal eu sabia que era hora de virar voltas boas e abrir um pouco do pelotão. Por várias vezes eu começava a me desconcentrar, é difícil não ter uma referência e ainda ser rápido. Começava a pensar na vida e lembrar o quão difícil foi estar lá vivendo neste dia (01/11/09) o melhor dia da minha vida. Mas calma lá, a corrida ainda não havia terminado (ou melhor, essa me pareceu ser a corrida mais demorada que eu já fiz). Próximo da metade da corrida, tivemos a entrada do safety-car, que me deixou um pouco preocupado. Afinal, reagrupou todos novamente, e minha vantgem virou poeira.
Relarguei bem, e venci a corrida 3 voltas depois. Meu único erro que eu considero nessa corrida, foi uma "desconcentrada" na curva do lago, chegando colocar as rodas do lado direito numa espécie de "concregrama" que existe por ali.
A sensação é realmente incrível, vencer na geral com a melhor volta da corrida. Reconheço que tive sorte de ter o carro em perfeitas condições, pois foi uma corrida complicada para muita gente, com vários dos pilotos favoritos ficando pelo caminho, por causa de toques ou problemas mecânicos. Roscoe (ASKER), que é o piloto com quem eu disputo o título não teve um bom rendimento nas corridas, ficando sem a quinta marcha durante a segunda bateria. Não era desse jeito que eu esperava passar o Claudio no campeonato, mas infelizmente, esse esporte é assim. Por isso eu digo que além de tudo, tem de ter sorte. E digo também, que não estou nada tranquilo com minha vantagem de pontos. Não sei qual é a conta exata para vencer, só sei que dois terceiros lugares hoje em dia no Marcas e Pilotos(32 carros no grid), é sem dúvida um ótimo resultado, já que a cada corrida que passa, chegam mais bons pilotos.
Só tenho à agradecer a equipe Arias Motorsport, que me deram um carro campeão no domingão, todos os meus patrocinadores: SCHIOPPA, REPLAS, NC, PIERALINI, CEAVIL, POLIMAN, SOEX, MINITOYS e ARRUDA POLÍMEROS, minha família, e ao automobilismopaulista.net.
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Piloto Colunista: Diego Augusto fala da expectativa para as etapas decisivas

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Nosso piloto colunista da categoria Marcas e Pilotos Light espera cada um dos internautas viciados em gasolina para a próxima etapa, em Interlagos.

Lembramos ainda que você, internauta, pode fazer parte dos bastidores dessa festa, participando da nossa promoção. Caso não seja contemplado, não desanime. Vá ao autódromo, pois os portões são abertos ao público gratuitamente, com estacionamento a R$ 10,00


Olá amigos do AUTOMOBILISMOPAULISTA.NET, espero por todos vocês dia 01/11/2009, para acompanharem os pegas e a exelente disputa que existe no Campeonato Paulista de Marcas e Pilotos. Eu estou em segundo no campeonato (Light) à 44 pontos do lider Claudio Roscoe (ASKER 18), com Gabriel Maia/Diogo Oliveira (Corsa 12) e Ricardo Lima (gol 08) no meu encalço com 9 pontos a menos que eu, sem contar as belas disputas que vem acontecendo em todas as etapas, envolvendo praticamente todos pilotos da categoria, seja Super ou Light.

Minha expectativa é grande. Foram dois meses de férias para todos nós, algumas multas por excesso de velocidade, muita velocidade e adrenalina guardada por algum tempo, então, finalmente chegamos na semana da corrida. Minha idéia é terminar as últimas quatro corridas, se conseguir, na "sombra" desses pilotos que eu comentei acima. Claro que uma vitória seria ótimo, porém a cada corrida que passa, a vitória tem ficado mais disputada, sendo o vencedor o ganhador da loteria. Esperamos muito sol e tempo abafado nessas últimas etapas, o que faz com que a temperatura do carro trabalhe mais alta, limitando o rendimento podendo até gerar uma quebra, ou seja, vou correr pensando no campeonato e espero terminar as etapas entre os seis primeiros.

Espero todos vocês lá, e se Deus quiser, com muito Champangne.

Aproveito para agradecer ao apoio de:


SCHIOPPA rodas e rodízios do Brasil, REPLAS distribuidor de termoplásticos, NC gráfica, PIERALINI POLÍMEROS, CEAVIL materiais elétricos e automação, POLIMAN comércio de resinas termoplásticas, SOEX indústria e comércio de plásticos, ARRUDA POLÍMEROS, minha família, e a todos vocês do automobilismopaulista.net, que têm dado esse força incrível
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Coluna exclusiva: Diego Augusto comenta a 8ª etapa Marcas Light

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Diego Augusto achou o muro no início da classificação no sábado e destruiu a frente do carro da foto ao lado. Parecia que o final de semana tinha acabado antes de começar, mas...

Bom, vou deixar que o próprio piloto conte tudo.


Foi sem dúvida um final de semana inesquecível.

A minha corrida começou, ou terminou no sábado. Quando eu saía dos boxes para classificação, com uma besteira 110% de culpa minha, ao provocar a traseira do bólido para checar um ajuste de calibragem em plena reta oposta(sem ainda ter dado nem uma volta), a "Berenice" (apelido carinhoso do Corsinha branco) escapou dos meus comandos, e batemos "juntos" a uns 80km/h de frente no guar-rail. Eu naquela "leve" adrenalina da classificação, não consegui sair pela porta do motorista sendo obrigado a me retirar pelo lado do passageiro.
Quando pulei o guard-rail e dei uma olhada na frente da "Berê", tinha praticamente certeza de que meu campeonato terminaria ali naquela tremenda barbeiragem. Então já um tanto quanto emocionado e adrenalisado, eu só pensava em como avisar aos meus patrocinadores (já eufóricos com a disputa do domingão) sobre a pancada e avisa-los que eles poderiam dormir até mais tarde, pois eu não participaria da prova. O Medical Car chegou e me deu uma carona até meu box onde eu cheguei e estavam todos os outros competidores parados esperando a retirada da bandeira vermelha que eu havia causado. Nessa hora eu não conseguia falar com ninguém de tão nervoso que eu estava.
Respirei fundo, peguei coragem e fui falar com o Juan(meu chefe de equipe), que fez a seguinte pergunta: "E ai, estragou muito, você acha que da para arrumar até amanhã?" E eu respondi: "não Juan, creio que não", e ele retrucou, "relaxa, você vai correr amanhã".

Então já mais tranquilo, porém ainda um pouco assustado, eu fui para o briefing com os outros pilotos que ainda não tinham entendido minha façanha.
Quando retornei para o meu box, me assustei com o estado da "Berê" que já estava parcialmente desmontada e ao fundo vi um outro carro (corsa) que eu nunca tinha visto em nossa equipe.
Esse carro foi o que eu chamo de minha segunda chance. Entrei no carro, e começamos tudo do zero: ajustar o banco, cinto de segurança, peso, espelhos, e enquanto fazíamos esses ajustes, eu já estava pendurado no celular agilizando os adesivos para que ficassem pronto ainda na mesma noite(15/08/09).
Fui pra casa, tomei um banho e fui buscar os adesivos, fazer compras no supermercado(para a sala dos convidados) e buscar umas cadeiras na casa de um vizinho meu que sempre me as empresta. Fui dormir la pra 01:00 da manhã, já tranquilo com a idéia que eu realmente participaria da corrida.

Acordei domingo umas 06:00, acordei meu pai, e fomos para o autódromo. Começamos uma verdadeira corrida pré-corrida: adesivamos o "novo" carro, arrumamos a sala vip, e enquanto eu me trocava, meu pai continuou adesivando. Entrei no carro, me amarrei e com o box já aberto meu pai colou o último adesivo.
Saí dos boxes feito uma bala(afinal eu não tinha nem treinado com o carrinho), passando outros pilotos e já procurando um certo limite de aderência e frenagem para já ir me acostumando.

Larguei em último(26º), na primeira volta eu passei 4 carros, e daí por diante eu fui passando uma média de um carro por volta conseguindo um 11-lugar(3 lugar pela light). A minha corrida até que foi tranquila, tirando o calor que fazia tanto dentro como fora do carro. Não houve toques e nem saídas de pista.
Ao terminar eu já tinha esquecido o que tinha acontecido no sábado, e não via a hora de começar a segunda bateria, pois eu largaria atrás do meu amigo, e ao mesmo tempo "arqui-rival" Claudio Roscoe (ASKER), e sabia que se o carro se comportasse igual a primeira bateria eu tinha grandes chances de melhorar minha colocação.

Na segunda bateria eu até que larguei bem, só que como a pista estava enxarcada de óleo, tive de ser calteloso nas primeiras voltas. Consegui ultrapassar o Claudio na terceira volta ficando assim em primeiro da light no encalço do gol (26-super) pilotado por Fragnani JR, gol(89-super) Vicente Passarelli, gol(3-super) Cristhian Mohr e o gol(69-super) Renê Junqueira, e claro que com o Roscoe no vácuo esse tempo todo. Esses 4 pilotos da super estavam em uma disputa muito acirrada, com vários toques e algumas saídas de pista, a corrida para mim estava bem quente, eu tentava manter o primeiro lugar pela light segurando o Claudio e ao mesmo tempo não querendo entrar nesse grupinho da bagunça. A disputa pra mim ficou tão quente que o carro começou a esquentar demais, eu não conseguia fazer com que o carro "respirasse" com esse loucos na minha frente, então na oitava volta o carro começou a perder rendimento.

Faltavam 3 voltas para o fim. Não tinha como mais segurar o Claudio que me passou na nona volta. Eu estava virando de dois a três segundos mais lento por volta, o que me ocasionou a perca de mais duas posições, para o gol 10 do Mattos e para o gol 8 de Ricardo Lima. Como o gol 10 foi penalizado em 20 segundos por queima de largada, eu fui o terceiro pela light mais uma vez.

Que final de semana mais louco, e eu só tenho à agradecer a Arias Motorsport, ao Bolívar que me emprestou esse carro e a todos os meus patrocinadores: SCHIOPPA rodas e rodízios do Brasil, REPLAS distribuidor de termoplásticos, NC gráfica, PIERALINI POLÍMEROS, CEAVIL materiais elétricos e automação, POLIMAN comércio de resinas termoplásticas, SOEX indústria e comércio de plásticos, meu pai pela adesivação relâmpago, minha família, por aguentar essas emoções, e a todos vocês do automobilismopaulista.net, que têm dado esse força incrível.
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Pavanelli comenta a sétima etapa

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Em um divertido e rápido resumo, Ricardo Pavanelli conta as dificuldades de correr na pista molhada e cheia de óleo, na sétima etapa da categoria Marcas e Pilotos Super do Campeonato Paulista de Automobilismo, que aconteceu no último (e frio) final de semana de julho.

Olá pessoal tudo bem?

Se possível gostaria que vocês parassem de girar. Ops, desculpe sou eu que ainda estou tonto de tanto rodar...

Na primeira bateria a pista estava horrível. Além da água tinha muito óleo, ou melhor, um trilho de óleo na pista toda. Se eu escapava da água, ia para o óleo. Quando saia do óleo, ia para a água. Quando eu conseguia sair dos dois, ia para fora da pista...

Na segunda bateria andei bem, mas larguei muito atrás no grid e a pista ainda estava um pouca molhada dificultando as ultrapassagens, estava difícil de ganhar posições durante a corrida.

Só me resta mandar um abraço a todos e tomar mais uma comprimido de Labirin e um de Dramin pra ver se eu melhoro...

Até mais!

Ricardo Pavanelli.

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Diego Augusto conta tudo sobre a sétima etapa, Marcas Light

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Em sua coluna de estréia, o jovem Diego Augusto conta como foi a experiência de sua primeira largada com pista molhada. Acompanhe, a narração é fiel.


Olá, galera do automobilismopaulista.net. Foi um fim de semana de frio e muita chuva em Interlagos, o que dificultou um pouco no acerto da "barata".

Larguei em nono lugar( quarto da light ), e por incrível que pareça não chovia no domingo, mas claro que a pista estava bem molhada. Na largada reparei que os VWs Gol tracionaram muito melhor, o que me fez perder uma posição para Ricardo Lima (concorrente da light) logo na primeira volta. Thiago Sala era o segundo pela light (quarto na geral) e estava com um bom carro para aquelas condições de pista, porém uma escapada no laranja fez com que ele caísse para décimo (quinto da light).

Na segunda volta eu comecei uma verdadeira guerra pelo segundo lugar com o Maurício Morenilla, um piloto muito rápido mas que começou a dar umas escapadas, fazendo com que eu fosse para segundo.
Eu estava fazendo uma corrida de cabeça, não queria rodar e nem sair da pista, porém na terceira volta, na subida do café, meu carro começou a falhar. Quando o giro se aproximava de 6.200 rpms o carro engasgava e não rendia muito de final. Olhei no espelho, e lá estava ele de novo, o Morenilla. Começamos então uma nova batalha, ele atacava e eu me defendia, ele errava e eu acertava, mas de nada adiantava. A cada volta que passava, la estava no meu espelho de novo. Depois de muita guerra, acho que ele percebeu que meu carro vinha falhando nas retas, me passou e abriu sem muitas complicações, já que eu vinha andando no que eu chamo de "modo econômico". Cheguei em terceiro pela light e oitavo na geral o que foi uma verdadeira vitória.


Na segunda bateria, larguei da oitava posição com o Ricardo Lima em nono. Não deu outra, no verde ele já estava passando tanto eu quanto o Morenilla (sétimo na geral e segundo da light), na freada do S consegui passar o Maurício por fora, e na freada do lago Ricardo, eu e o Maurício conseguimos ultrapassar o Zé Oliveira ( primeiro da light ) e no pinheirinho passei o Ricardo por fora onde o carro tracionava melhor. Na primeira passagem eu era o primeiro da light e o terceiro na geral, consegui dar umas duas voltas nessa posição (claro que com o Maurício, Thiago Sala e o Ricardo respectivamente no meu vácuo), porém na terceira volta o carro voltou a falhar e desta vez com 5.600 rpms. Não era mais segredo pra ninguém e os três foram me passando por onde queriam; por dentro, por fora, só o Ricardo que eu consegui brigar até a linha de chegada. Ele me passava sempre nas retas, eu atrasava um pouco minhas freadas e recuperava a posição, mas ele já sabia da “falhação” e na última volta, o ultrapassei na junção, só que na subida ele deu o troco. Mais um oitavo lugar e um quarto na light o que, no meu ponto de vista, foi até que bom.


Nos vemos na próxima etapa, até lá!

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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Coluna exclusiva, por Ricardo Pavanelli

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Em sua coluna exclusiva, Ricardo Pavanelli conta como foram as duas últimas etapas do Campeonato Paulista de Marcas e Pilotos e, de uma maneira divertida, trata de um assunto da maior importância.

Olá pessoal, tudo bem!

Primeiramente gostaria de pedir desculpas por não ter escrito a coluna da 5ª etapa do Marcas e Pilotos e estar muito atrasado com a matéria da 6ª etapa.

A 5ª etapa posso resumir bem, pois não consegui fechar a primeira volta devido a um acidente em que fui envolvido na “curva da junção”.

A 6ª etapa já foi melhor pelo menos terminei a primeira bateria. Já a segunda bateria não pude terminar pois a tampa traseira acabou abrindo, porque tive que ir para fora da pista para desviar do carro do Cristhian Mohr que bateu forte na saída da “curva do lago”.

Por falar em acidente, nas últimas etapas o que não faltou foi acidente.

Os toques entre os carros nas corridas de turismo são considerados normais, mas o que muitos pilotos confundem é “toque de corrida” com “tirar o carro da frente na marra”.

Temos que nos lembrar sempre que no outro carro está um ser humano, e que a família (pai, mãe, esposa, filhos, parentes) e até mesmo os amigos estão esperando que ele volte vivo para casa. O carro se não tiver conserto compra-se, outro a vida não!!!

O filme CARROS da Disney, que assisti com o meu filho Raphael, mostra o carro de corrida chamado Relâmpago McQueen aprender com o experiente Doc Hudson (um velho carro da NASCAR que abandonou as pistas devido a um grave acidente), que ganhar de forma desleal, trapaceando, sem bons objetivos, não o levará a nada e que o troféu será simplesmente uma taça vazia.

Não vamos ser apenas uma taça vazia, temos que ter a consciência de que na pista temos adversários, não inimigos, e que não estamos em guerra.

Abraço á todos e até a próxima etapa.

Ricardo Pavanelli.


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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Piloto Colunista: Sebastião Gulla

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Em sua coluna de estréia, Sebastião Gulla relata, detalhadamente, sua vitória na quarta etapa da Classic. É uma leitura deliciosa, vale cada linha.

FANTASTICA!

É o que sinto a respeito desta sensacional corrida pela 4ª etapa do Campeonato Paulista, pelo acirradissimo “pega” que eu (Puma #51) e o Luque (BMW #53) travamos desde a primeira até a ultima volta. Mas vamos contar a estória pelo começo.

O início da corrida vai se aproximando, a agitação tomando conta de mim, adrenalina a milhões, parece um leão enjaulado, andando de um lado para o outro do Box, alguma coisa que você não sabe bem o que querendo libertar-se, saltar de dentro do peito.O pico da adrenalina acontece no momento em que realizo o ritual de apertar cintos, colocar a balaclava, o capacete, calçar as luvas, girar a chave de contato, ligar o carro.Mas no momento em que entro na pista, como que por pura mágica, tudo se acalma.O leão está solto!

Agora, concentração total no que está prestes a acontecer, a largada, que em nossa categoria é lançada, ou seja, com os carros em movimento.

Na primeira fila, o Luque na pole e eu em segundo.A primeira largada foi anulada, pois o safety car que costumeiramente deixa a pista na entrada dos boxes, desta vez saiu na Junção e o pole position acelerou mais que o Diretor de Prova recomendava.
Mais uma volta e agora sim, a bandeira verde agitada sinalizava que era chegada a hora de baixar a bota pra valer.Piso fundo no acelerador e chego na ponta na entrada do S do Senna, com o Luque encostado, babando na minha cola.Quase posso sentir o bafo do radiador da BMW dentro de meu carro.Digo quase, porque naqueles instantes de duração da corrida, todos os sentidos como frio, calor, cansaço, tempo, ficam adormecidos e aqueles momentos são únicos, de total concentração na pista e no comportamento do carro.

Faço a tomada da primeira perna do S por dentro, na defensiva.Tive como estratégia de corrida evitar cometer erros, sabedor da “fera” que iria encontrar pela frente.Qualquer erro ou escapada da pista seria fatal para minhas pretensões de alcançar a tão concorrida vitória.

Na reta oposta consegui certo refresco, mas no miolo, nas curvas de baixa, ele e sua intrépida BMW encostaram.Saímos do S interno lado a lado, tinha a preferência para a tomada do Pinheirinho, que fiz por dentro, sai na frente até o Bico de Pato, e novamente lado a lado entramos no Mergulho, podia sentir os dois carros no limite do limite, querendo escapar, mas a suspensão e o braço segurando o tranco.

Na curva da Junção, entro por dentro na preferência da tomada, saio na frente.Baixo a bota novamente na subida do Café e Reta dos Boxes, conseguindo algum refresco.Cruzo a linha de chegada da 1ª volta na ponta.

Na segunda volta, assim com nas demais, o ritmo forte se mantinha, eu abrindo espaço nas retas e a BMW encostando-se ao miolo.Disputamos muitas e muitas curvas emparelhados, sendo que ele me ultrapassou neste trecho por duas vezes.Consegui dar o troco nestas duas ocasiões na subida do Café, cruzando a linha de chegada na frente em todas as 14 voltas de duração da prova.

Foi uma corrida bastante emocionante e acima de tudo muito divertida, pela memorável batalha para cruzar a linha de chegada e receber a bandeira quadriculada em primeiro lugar. 

Aproveito a oportunidade para agradecer ao Luque pela lisura de comportamento que teve durante toda a prova, crendo que agi da mesma forma, lembrando que apesar da aguerrida disputa, o calor da luta fazendo com que disputássemos roda a roda a próxima curva, lado a lado em quase todas elas, não houve um único toque entre nossos carros.Ganhou o nosso esporte.

Valorizo muito esta vitória tendo um oponente com a qualidade dele, ganhador de corridas e campeonatos. Para o público presente, creio que conseguimos proporcionar momentos emocionantes e demonstrar a competitividade de nossa categoria, não por acaso o maior grid do Campeonato Paulista, que tenho certeza crescerá ainda mais.

Agradeço de coração à minha equipe, a LF, em especial ao Nenê Finotti, pela sua dedicação em deixar o carro pronto para as corridas, assim como ao Guerra, meu preparador de motor, buscando sempre o melhor acerto. 
Com o sentimento de que algo especial acontece nas corridas, a superação do medo, a ampliação dos limites, a vitória em respostas aos desafios, posso dizer: Lutei o bom combate!

Sebastião Gulla
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domingo, 10 de maio de 2009

Pavanelli comenta sua corrida, a 4ª etapa de 2009

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Ricardo Pavanelli, piloto colunista do AutomobilismoPaulista.net, conta aqui como foram as suas emoções na quarta etapa do Paulista de Automobilismo, categoria Marcas e Pilotos.

Olá pessoal, tudo bem?

Mais um fim de semana complicado para mim. No treino classificatório de sábado o carro não estava muito bom, mas com alguns acertos consegui a 3ª posição no grid. Mas o mais interessante é que a diferença de tempo do primeiro para o oitavo colocado era de apenas 1,009 segundos, (8 carros no mesmo segundo). Todo mundo andando junto assim aumenta a possibilidade de toques e algumas batidas e foi isso mesmo que aconteceu. Bem, deixemos as penalizações e exclusões de lado e vamos para a corrida. 

Na primeira bateria até que larguei bem, mas no “S” do Senna o carro começou a ter problemas e fui perdendo posições, tive que parar duas vezes no box para tentar solucionar o problema, mas a corrida já estava comprometida.

No intervalo de uma bateria para a outra fizemos mais alguns ajustes e trocamos o amortecedor dianteiro direito que estava ruim.

Devido ao mal resultado da primeira bateria, amarguei a 19ª colocação no grid da segunda, ou seja, penúltimo colocado. Saí bem novamente e fui ganhando posições, seis delas só na primeira volta. Mas a partir da 2ª volta o carro voltou a ficar instável e eu não conseguia fazer uma volta limpa, o carro puxava muito para a direita. Acabei escapando no laranjinha, perdi duas posições, que logo recuperei. Ganhei mais algumas e terminei em 6º lugar.

É isso aí galera, dia 31 de Maio tem mais, até lá o “corsinha nº 22” estará pronto para outra e se Deus quiser sem nenhum problema.

Abraços,

Ricardo Pavanelli.

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Ricardo Pavanelli comenta a terceira etapa de marcas, em sua primeira coluna

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Estreando o bloco Piloto Colunista, como anunciado anteriormente, damos a palavra a Ricardo Pavanelli, que comenta as emoções da terceira etapa do Campeonato Paulista de Marcas e pilotos.

“Olá pessoal. Atualmente participo do Campeonato Paulista de Marcas e pilotos.

Comecei minha carreira de piloto em Dezembro de 2007, quando tirei minha carteira de piloto pela Alpie, e em Fevereiro de 2008 lá estava eu participando da minha primeira corrida. Durante o ano tive alguns problemas com o carro, trabalhei muito nas correções e tentei me aperfeiçoar ao máximo como piloto. Valeu a pena pois terminei o ano em 3º colocado da categoria Light do Marcas e Pilotos

Neste ano de 2009 estou na categoria Super. Mudei de equipe e sei que este ano trabalharei muito mais.

Bem, após essa breve apresentação vamos falar do que interessa: Corrida.

A terceira etapa do Marcas e Pilotos começou muito triste. Na sexta-feira, no treino livre da tarde, o nosso amigo e piloto Paulo Andrade “Seu Paulo” passou mal durante o treino. Foi levado ao hospital mas não resistiu.

No sábado no treino de classificação mais um acidente, agora com o carro 80 (Asciutti). É pessoal o fim de semana estava prometendo. Treino paralisado, consegui apenas a 7ª colocação.

Domingo, dia bonito. Ensolarado, tudo para dar certo, mas logo na largada da 1ª bateria houve um acidente envolvendo o corsa nº 44, o gol nº 17 e gol nº 68. Eu estava largando bem atrás do corsa nº 44 do Diego e quando vi que ele não sairia, larguei por fora mas para o pessoal que vem atrás fica difícil de perceber. Terminei em 4º lugar pois comecei a ter problemas com a temperatura de água que estava muito alta e tive que poupar equipamento para a 2ª bateria.

Intervalo entre uma bateria e outra, começa a correria para tentar solucionar os problemas.

Grid invertido para a 2ª bateria. Larguei na 3º colocação, mas o problema com a temperatura da água continuou e não pude forçar muito o carro. Para piorar, tive um toque do carro que vinha atrás e perdi a posição para ele caindo para 4º, no final da corrida ainda tentei pressionar o gol que estava à frente, mas foi em vão. Eu e o corsinha já estávamos no limite.

Espero vocês para a 4ª etapa do Paulista de Velocidade.

Abraços

Pavanelli.”

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terça-feira, 7 de abril de 2009

Pilotos colunistas em breve no AutomobilismoPaulista.net

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Muito em breve, iniciaremos um novo projeto, o Piloto Colunista. Trata-se de pilotos das categorias que integram o Campeonato Paulista de Automobilismo que escreverão periodicamente sobre suas experiências na pista.

Quem estreará as colunas será o piloto do Corsa 22, Ricardo Pavanelli. Correndo na categoria Super do campeonato de Marcas e Pilotos, Ricardo venceu a bateria de estreia do campeonato, sob chuva em Interlagos. Assíduo visitante do pódio, está muito bem colocado no certame.

Aguarde, será um grande barato!
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